Agora vamos conhecer as regras por tras do sistema Venturo
Reunir seus jogadores na primeira sessão de jogo é algo complicado. Não sabemos ao certo por onde começar, e já estamos cansados daquele velho clichê da taverna (apesar que de vez em quando é bom voltar as origens). Em tempos mais modernos, aquele velho encontro no bar do seu zé.
Podemos pensar em diversas maneiras de como reunir os jogadores. Normalmente nossos jogadores quando começam a sessão não se conhecem, e passam a se conhecer e construir um vínculo naquele instante. Já podemos começar a quebrar a monotonia aqui.
Podemos criar laços entre os personagens muito antes de iniciar a narrativa. Eles podem ter se conhecido em uma grande batalha passada, na escola ou até mesmo em uma festa aleatória. Dessa maneira fica muito mais fácil para o mestre juntar seus jogadores se eles já se conhecem.
Para esse método faça o seguinte: Coloque seus jogadores um do lado do outro, e peça para que o primeiro jogador explique de onde o personagem dele conhece o personagem do jogador da esquerda, e repita esse processo até todos os jogadores terminarem de criar seus vínculos. Eles podem criar essa pequena história juntos, ou separados mesmo, só tome cuidado com as piadas infames que seus jogadores podem fazer, pois isso pode desagradar o outro jogador.
Caso seu jogador queira construir um vínculo prévio com demais jogadores antes da campanha começar, deixe.
Com isso a mesa não serão todos conhecidos, mas, pelo menos, um conhecerá outro integrante da mesa, e basta isso para montarmos uma trama de agrupamento entre os jogadores. Agora juntar os membros se torna mais fácil, pois você pode determinar um evento que fez isso, ou pode simplesmente pedir para que seus jogadores informem um motivo de estarem todos reunidos. Com isso você ainda pode implementar dicas e informações da cidade que estão iniciando sua aventura.
Aproveite esse tempo que eles estão montando as histórias de como se conhecem, para anotar pequenas ideias que eles criam. Ao mesmo tempo passe para eles informações do mundo que vivem para não gerar lacunas estranhas na história. Aproveite toda a informação que seus jogadores passarem nesse processo, pois podem vir a se tornar ótimos ganchos narrativos no futuro.
Outra forma de reunir seus jogadores é por meio de contratos. Todos ter se encontrado em uma guilda, entrevista de emprego e entre outros elementos que envolvam uma atividade em comum. Assim, eles podem se reunir numa guilda atrás de contratos para serviços e de lá conseguirem uma missão. Essa missão em si será a responsável por unir o grupo e gerar laços entre eles.
Mas não conte muito com essa técnica, pois pode existir personagens que são ricos dentro de seu mundo. Para que um personagem com essa característica precisa de uma missão para conseguir mais dinheiro? A não ser que a recompensa seja dinheiro, como por exemplo, status.
Essa aqui também é interessante. Seus personagens, mesmo que não se conheçam podem conhecer um NPC em comum no qual eles devem um favor. Você pode explorar muito essa técnica, pois seus personagens precisam a todo custo pagar essa dívida. Pode ser uma dívida financeira, honra ou apenas um favor. O importante aqui é que esse npc vai servir para reunir nossos jogadores.
Pensar numa lore para o vínculo de cada personagem com esse npc não é realmente necessário.
Imagina que louco você está andando pela rua, e de repente um carro quase o atropela. Porém uma alma bondosa atrás de você segura em seu ombro e o puxa para trás. Agora junte essa premissa a um cenário mais fantasioso e integre mais umas 3 a 4 pessoas se ajudando naquele momento.
Essa é uma técnica muito boa de criar relações entre jogadores no começo da mesa. Um desastre natural que ocorreu ali na cidade naquele momento que estavam todos próximos uns dos outros, um assalto numa loja. Aqui todo evento ajuda a selar essa união, e as ações de seus jogares é quem dita como essa trama andará.
Não coloque coisas de vida ou morte nessa cena, pois personagens que mal se conhecem não tem o porque arriscarem sua vida em prol a vida de outro personagem. Ainda mais em um contesto medieval.
Essa é outra técnica bastante interessante. Se todos os jogadores têm um inimigo em comum, fica fácil juntar todos para a destruição do mesmo. Imagine um gatuno que saqueou a carteira de todos esses jogadores, e agora os mesmos estão a procura desse miserável no reino. E isso foi um exemplo menos cruel.
Se o inimigo comum for de longa data, é interessante o mestre conversar com seus jogadores individualmente antes mesmo da partida se iniciar para pensar no porque desse inimigo, e como isso pode auxiliar na trama.